A sociedade aborrece-me

Submetido por themage em 2006-08-15 21:38:03 com as tags .
A sociedade actual aborrece-me. Uma sociedade em que alguém pode ser considerado demasiado bondoso, em que o sexo é simultâneamente omnipresente e tabu, em que o dinheiro é simultâneamente indispensável e imencionável, que garante rendimentos mínimos mas não forma convenientemente, citando apenas alguns exemplos, que mais poderia que não aborrecer-me?

Mas é apenas a sociedade que me aborrece. Não se passa o mesmo com as pessoas que a constituem.

As pessoas que a constituem são completamente diversas umas das outras, e consequentemente provocam em mim sentimentos distintos.

Algumas dessas pessoas inspiram-me, fazem-me rir, fazem-me pensar. Desse grupo fazem parte a maioria das pessoas que me rodeiam, e de que tentarei manter contacto sempre que a vida nos separe, e a quem espero retribuir sempre com a minha migalha de conhecimento (quem me dera poder dizer de sabedoria), de humor (bom, sempre que possível), com um pouco de luz sempre que tal seja esperado.

Outras fazem-me sentir bem junto delas, dão-me paz, e espero retribuir sempre o que fazem por mim.

Umas quantas ainda são ombros amigos, mãos que se estendem, e em quem sempre me tenho apoiado quando tal é indispensável. Para estas, espero ter a força para as suportar quando for a minha vez de retribuir o muito que sempre fazem por mim.

Muitas são-me completamente indiferentes, com a maioria nunca me cruzei, e muitos nada mais foram ou serão que a pessoa no banco ao lado no comboio da vida.

Algumas têm comportamentos idiossincráticos e mesquinhos. Essas não as percebo. E quanto mais próximas de mim estão menos as percebo. Um comportamento mesquinho de alguém que não conhecemos pode passar por mau humor, por consequência de um mau dia, por qualquer coisa.

Mas quando conhecemos alguém relativamente bem, e sabemos que não consegue evitar determinados comportamentos, e que não existe nenhuma justificação aparente para eles... bem, não sei como é com os outros, mas a mim chateia-me, dá-me vontade de fugir, de esquecer que essa pessoa existe.

E quando essa pessoa é alguém tão próximo que quase conseguimos esperar esse tipo de comportamentos, alguém que nos conhece ao ponto de nos dizer que somos demasiado bons...

Bem, lamento. Se as nossas vidas se voltarem a cruzar no futuro dir-te-ei olá. Mas não sei se haverá algo mais para dizer.
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Comentários

  1. hum...

    Edson Medina @ 2006-08-17 15:24:32
    Caga nisso :)
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