Zona de Conforto

Sue Ludwig assina hoje um post no blog de Christine Kane chamado Your Soul Has No Use for your Comfort Zone, que me fez pensar o quanto me acho fora da minha zona de conforto, e o quanto parece que nunca de lá saí.

A minha posição actual coloca-me, na prática, a coordenar o trabalho de uma equipa de seis pessoa, em conjunto com o project manager da equipa, o Pedro Torres. E eu não tenho grande paciência para equipas. Acho que nunca tive. E isso, em parte faz com que eu me sinta fora da minha zona de conforto. Esta é a terceira vez que me colocam a coordenar o trabalho de uma equipa, e desta vez não consegui fugir.

Mas, se por um lado o facto de estar a coordenar a equipa me faz sentir fora da minha zona de conforto, por outro há já tanto tempo que sou empurrado para esse tipo de posições que não foi de todo surpreendente. Neste caso particular ainda menos pois sou o único elemento da equipa realmente interno à empresa, assim como sou o elemento da equipa com mais experiência em desenvolvimento Web.

Mas, então, onde é que fica afinal a minha zona de conforto, e onde é que estou fora dela? O desenvolvimento Web é onde me considero em casa. É algo que faço há vários anos, algo que comecei a fazer no sapo, em 2000, e que tenho feito a maioria do tempo desde então.

A coordenação da equipa continua a deixar-me desconfortável, especialmente por achar que se for eu a fazer as coisas elas ficam mais bem feitas - acho que ainda não percebi que os meus dias são limitados - e por ter alguma dificuldade em explicar como quero que as coisas fiquem e porquê. Por um lado o meu background é completamente diverso do do resto da equipa, assim como a minha visão do Portal.

Mas este problema torna-se ainda mais evidente quando a relação deixa de ser com a minha equipa e passa a ser com as restantes equipas com que tenho que interagir.

Para colocar as coisas como elas são, eu adorava estar a trabalhar no meu escritório em casa 6 dias por semana, e no restante limitar-me a caminhar nas infindáveis florestas que rodeiam a casa onde cresci.

Meio no gozo eu costumo dizer que "O meu melhor amigo está sempre comigo", querendo dizer com isto que eu sou o meu melhor amigo. Mas a verdade é que sou. E isso é verdade principalmente, penso eu, porque consigo discordar de mim próprio agressivamente sem que nenhum de mim fique melindrado com isso.

Por um lado, percebo que um dos meus problemas é conseguir perceber como é que as outras pessoas chegam à opções que fazem, e irrita-me profundamente achar que preciso de saber mais do que na realidade sei para tomar algumas das decisões que esperam de mim, por outro lado gostava de conseguir ajudar as outras equipas sem com isso ficar completamente afundado em coisas que não deveriam cair no meu colo. E isso irrita-me. E é por isso que eu gostaria de trabalhar no meu escritório, sem grande contacto com ninguém.

Mas, enquanto o dia em que isso será finalmente possível não chega, lá irei continuar a tentar equilibrar o que consigo fazer com o que tem que ser feito e o que é demasiado importante para deixar de ser feito. E a tentar, em cada momento, fazer as melhores escolhas para o tempo que tenho disponível, com as informações que me dão.

Post Comment

Name

Email

Email not published.
Homepage

Title

Comment