theMage http://themage.bliker.com A nossa sociedade http://themage.bliker.com/post/a-nossa-sociedade.html Thu, 21 Jan 2010 20:57:19 GMT themage Diariamente os (tele)jornais presenteiam-nos com números e estatísticas - e nos últimos tempos o desemprego seria uma das mais desesperantes, não fosse 10% ser um número irrelevante e que não toca na cabeça das pessoas. Diariamente os (tele)jornais presenteiam-nos com números e estatísticas - e nos últimos tempos o desemprego seria uma das mais desesperantes, não fosse 10% ser um número irrelevante e que não toca na cabeça das pessoas. <br/><br/> Mas o que esse número diria, se fosse verdade, é que por cada 10 pessoas que querem trabalhar, há uma que não tem emprego. Que não tem trabalho, que se esforça - a maioria deles pelo menos, para encontrar alguma coisa que lhe permita meter pão na mesa, mas sem qualquer sucesso, ou com alguma (muita) sorte, o suficiente para não se deitar com o estômago completamente vazio, mas definitivamente subnutrido, ou que vive graças às ajudas de amigos, familiares ou até de completos desconhecidos. <br/><br/> Mas a verdade é ainda mais dura do que isso, os desempregados que não são contados são muitos. São aqueles que não têm direito a subsidios, e que por isso são apagados das listas para reduzir os números oficiais, são aqueles que procuram o seu primeiro emprego e não conseguem começar a trabalhar, são aqueles que trabalham de graça na esperança, e com a promessa, que o seu estágio um dia termine e lhes seja pago um ordenado para continuarem a fazer o trabalho que a sua empresa já factura aos seus clientes, são os "independentes" que pouco ou nada conseguem realmente ganhar, são os vendedores de porta em porta que apenas ganham comissões - sobre o que não conseguem vender, muito menos em épocas de crise. <br/><br/> Como eu gostaria de viver numa sociedade que se preocupasse com o bem estar de todos, e não apenas com o lucro fácil e imediato de uns poucos. <br/><br/> Se chegaram até aqui e não perceberam o que originou este post, foi <a href='http://twitter.com/kizapac/status/8040130104'>este tweet</a> da Cristina Lopes (<a href='http://twitter.com/kizapac/'>@kizapac</a>) - se não estão ligados à Cristina, podem ler o texto que ela refere em <a href='http://twitzer.com/4Bfzj'>http://twitzer.com/4Bfzj</a>. <br/><br/> Não conheço a pessoa em causa, mas infelizmente conheço algumas pessoas que estão em situações parecidas, e outras que tendo emprego ou estado reformadas vivem bastante abaixo do ideal, ou mesmo do razoável. melancólicosociedade. Pitux: Amar duas pessoas? Sim! http://themage.bliker.com/post/pitux-amar-duas-pessoas-sim.html Mon, 11 Jan 2010 22:47:47 GMT themage Este post é uma resposta ao post da Pitux "Amar duas pessoas". Ia colocá-lo nos comentários no blog dela, mas achei que era demasiado extenso para isso. Aqui fica, portanto. Este post é uma resposta ao post da Pitux <a href='http://novamentepitux.blogspot.com/2009/10/amar-duas-pessoas.html'>Amar duas pessoas</a>. Ia colocá-lo nos comentários no blog dela, mas achei que era demasiado extenso para isso. Aqui fica, portanto. <br/><br/> Ao contrário de ti, eu não acredito que seja errado amar duas pessoas ao mesmo tempo. Acho, pelo contrário, que é errado forçar alguém a escolher entre dois amores. Não estou com isto a dizer que não compreendo a dificuldade que é para a maioria das pessoas aceitar que o seu amante (no sentido de aquele que ama, não necessáriamente no sexual e muito menos no sentido de relacionamento extra-conjugal) ama outra pessoa, mas que apesar disso nos continua a amar. <br/><br/> Quase todos nós (e eu estou aqui incluido) crescemos numa sociedade que nos ensinou (e continua hoje a (tentar) ensinar) que o amor é excluviso, que só se pode amar uma pessoa de cada vez. A muitos de nós ensinou mesmo que o amor é para toda a vida, mas essa é uma fantasia cada vez mais dificil de... (desculpa o verbo, mas não encontro melhor) impingir - e eu acho que isso é bom (o ser dificil de impingir). <br/><br/> Mas a verdade é que todos nós amamos muitas pessoas. Vais dizer-me, bem sei - ou tu ou alguém - que não amamos todas essas pessoas da mesma maneira. É verdade, e vou, claro, falar do amor de um pai ou uma mãe pelos seus filhos, do amor que sentimos pelos nossos irmãos (se tivermos sorte de ter uma familia em que esse tipo de sentimentos cresceu), do amor que sentimos pelos nossos pais e por outras figuras paternar (no meu caso tenho uma tia a quem amo como a uma mãe, como à minha mãe). Alguns de nós não terão problemas em afirmar que amam os seus animais, outros... <br/><br/> Mas quando falamos do tipo de amor que pode levar ao sexo, e eventualmente à paternidade/maternidade, aí temos que ser exclusivistas. Bem, ninguém se lembra já do porquê deste tipo de... fantasia, mas não passa mesmo de uma fantasia. <br/><br/> Não me intrepretem mal, mas não tenho nada contra a monogamia. Acho que esta é perfeitamente normal, mas desde que esta seja uma opção dos seus participantes, e não um principio, imposto pela sociedade, que o considera inviolável e que condena severamente a sua violação. <br/><br/> Mas, claro, não considero também que os compromissos são apenas um meio que podemos utilizar a nosso belo prazer, com total - ou mesmo parcial - desrespeito, ou pior, desprezo - por aqueles que estão nessas relações connosco. <br/><br/> Para mim a única coisa que não deve ser violada numa relação é a confiança e o respeito das pessoas envolvidas. E o não violar essa confiança passa antes de mais por todas as pessoas envolvidas saberem quais são as bases e os prossupostos desse relacionamento, por saber o que é permitido e o que é esperado dos envolvidos. <br/><br/> Mas, claro, isso é uma preocupação - neste caso pré-ocupação é mesmo a palavra adequada , uma vez que este é o tipo de informação que deve ser trocada antes de ser necessária - dos envolvidos, e sobre a qual quem está de fora não tem que meter o nariz - ainda que eu perceba que possa querer passar informação que tenha. <br/><br/> Para despachar de uma vez quem está de fora, uma opinião e uma anedota. <br/><br/> Primeiro a opinião: uma pessoa externa, uma pessoa externa, mais? amiga de um dos elementos de uma relação - que pensa ser monogâmica - vê o outro elemento com uma terceira pessoa, aos beijos - por exemplo. Deve a pessoa dizer ao amigo? Claro, se achar que tem uma relação suficientemente intima com a outra pessoa, se gostava que o amigo o informasse na situação oposta, e está preparado para receber as revelação que podem resultar dessa revelação - como descobrir, por exemplo, que os amigos têm uma relação aberta, e que cada um deles tem relacionamentos extra-conjugais. <br/><br/> A anedota, é já velhinha, pelo menos para os meus lados: <br/><br/> <blockquote> Um dia uma mulher chega a casa e diz ao marido: <br/><br/> - Querido, vou fazer a mala e sair de casa. Vou viver para casa de uma amiga minha. <br/><br/> - Mas... Porquê? <br/><br/> - Por uma das minhas amigas viu-te a sair de um motel com uma mulher no fim de semana passado. <br/><br/> - Mas, querida, essa mulher eras tu. <br/><br/> - Sim, mas a minha amiga não me reconheceu, só te reconheceu a ti. Não querias que lhe dissesse que era eu, pois não? Aii, o que ela iria pensar de mim. <br/><br/> O marido, chateado, sai de casa e volta passado meia hora. Vai ao armário, carrega a caçadeira, vai até ao quarto onde a mulher arruma a mala para se ir embora, e diz-lhe: <br/><br/> - Querida, desculpa, mas vou ter que te matar. <br/><br/> - Mas... porquê? <br/><br/> - Sabes o meu amigo Miguel? Bem, ele viu-te a sair de um motel no fim-de-semana. <br/><br/> - Mas foi contigo que eu fui ao motel. <br/><br/> - Sim, mas o Miguel não me viu a mim. Só te viu a ti a sair. </blockquote> <br/><br/> Onde quero chegar com esta pequena estória? Bem, o meu ponto é que não faz sentido acabar com uma relação - ou pior, matarem-se - apenas porque uma parte de um acordo vosso - ou algo que fizeram juntos - que consideram privado se tornou público. <br/><br/> Sim, mesmo que achem - com razão - que a vossa vida emocial/sexual apenas a vós diz respeito, se decidirem levá-la para fora de portas é boa ideia falarem antes sobre a vossa resposta para o caso de serem questionados sobre o tema - o que é mais provavel de acontecer à medida que se expôem mais. <br/><br/> Mas, voltemos ao tema inicial. A não-monogamia. Uma homem casado tem durante anos uma relação extra-conjugal, e um dia a noticia torna-se pública. Todos assumem que a mulher (com quem é casado, e com quem vive) não sabia. A mulher, se lhe perguntarem, confirma - obviamente - que não sabia de nada, que o marido é um malandro, expulsa o marido de casa. E a verdade podem ser mesmo essa. Mas também pode não ser. <br/><br/> Mas, a nossa sociedade não veria com bons olhos uma mulher que aceita que o seu marido tenha uma relação com outra mulher enquanto passa a noite na mesma cama que ela. E mesmo que isso seja cada vez menos uma realidade, principalmente devido à quantidade de vezes que sabemos deste tipo de situações, devido às estatisticas relativas a casamento e divórcio, ainda assim a pessoa pergunta-se o que dirão os amigos, o que dirá o seu circulo de amigos, o que pensará a sua familia... <br/><br/> Mas, e se um casal, com todas as razões para estarem juntos, incluindo gostarem da companhia mútua, depois de discutirem o tema, concordarem que o homem cortege a nova vizinha, solteira, perfeitamente conhecedora da situação familiar do seu intimo vizinho e interessada nesse relacionamento, não percebo o que é que o resto da humanidade tem a ver com o tema. <br/><br/> Sim, provavelmente a realidade por detrás de muitas das relações que se parecem com a que descreves é diferente. Razoavelmente diferente. O homem cruzou-se com a vizinha no elevador, não muito depois de ela se ter mudado, ela era simpática, e correspondeu, passaram-se meses, talvez anos, até que um dia, nem Deus percebeu bem como, ele acabaram por se envolver. A mulher descobriu algum tempo depois, talvez por acaso, talvez naquele dia em que o elevador estava avariado e ela ia a subir pelas escadas quando viu o marido a sair cuidadosamente do apartamento da vizinha. Na altura não disse nada. Talvez mais tarde tenha deixado perceber que descobrira, mas nunca falaram abertamente sobre o tema. Ou então ela nunca descobriu e foi completamente apanhada de surpresa quando a descoberta se tornou pública. <br/><br/> Mas isso, também, é consequência da nossa cultura. Mais uma vez, eu percebo que seja díficil de perceber que uma pessoa possa gostar de mais do que uma pessoa de cada vez, mas já poucos de nós acreditam em amores para toda a vida, apesar de eles existirem - são, diria eu, a excepção, não a regra, - mas continuamos a acreditar que se pode amar várias pessoas, uma depois da outra depois de outra depois de outra - até à exaustão - mas não em simultâneo. <br/><br/> E, em grande parte, isto acontece porque continuamos a não definir correctamente os conceitos - e, diria mesmo, a confundir conceitos relacionados, - porque continuamos a não nos conhecer verdadeiramente, porque continuamos a ter egos frágeis e inseguros. Confundimos a ardente paixão com o sereno amor, confundimos a falta da adrenalina do corte com o fim do amor, confundimos a ansea da novidade com o desejo de abandonar o que nos satisfaz. <br/><br/> E, claro, baralhamos ainda mais estes sentimentos quando eles são dos outros. Especialmente porque deixamos claro, por vezes explicitamente, mais habitualmente de forma implicita, que não estamos disponíveis para falar sobre o tema, que consideramos que os relacionamentos se constroem a dois, não a três ou mais. E com isto forçamos tantas vezes o fim desnecessário de relacionamentos sobre os quais se poderiam facilmente construir relacionamentos tão mais interessantes, tão mais duradouros, tão mais intimos e abertos - e não estou a falar de abertos no sentido de permitirem a entrada de outras pessoas, mas abertos no sentido em que muito mais coisas poderiam ser partilhadas entre as pessoas, no sentido em que os segredos entre os envolvidos seriam muito menos, abertos no mesmo sentido em que francos os descreveria, mas de uma forma mais absoluta. <br/><br/> Pensa nisto Pitux, consegues imaginar que duas pessoas tenham uma relação em que a confiança abunde a tal ponto que sejam capazes de dizer uma para a outra que gosta de uma terceira, que a acham gira, bonita, interessante (sim, porque o intelecto também pode ser uma base muito poderosa para uma relação), e até de se juntarem para a conhecer melhor, e quem sabe estarem junto quando a pessoa em comum lhe pergunta se quer fazer parte da familia - sim, para mim namorar é fazer parte da familia, de uma forma informal e até temporária, mas ainda assim parte da familia. Não te imagines como parte de uma destas relações, mas consegues imaginar que outras pessoas possam ser felizes desta forma? Que a considerem normal? Que estejam dispostas a fazer dela a sua? pituxpoliamorrelacionamentos. Natal em Família http://themage.bliker.com/post/natal-em-familia.html Tue, 29 Dec 2009 00:26:46 GMT themage Mais um natal se passou, e com ele aproxima-se vertiginosamente o final do ano. Mas ainda que antes do final do ano pretenda escrever um post de resoluções de novo ano, este é mesmo sobre o natal, a festa da familia. Mais um natal se passou, e com ele aproxima-se vertiginosamente o final do ano. Mas ainda que antes do final do ano pretenda escrever um post de resoluções de novo ano, este é mesmo sobre o natal, a festa da familia. <br/><br/> Para mim o natal - sim, insisto em escrever natal, apesar da tendência generalizada de escrever Natal - é acima de tudo uma época de familia. Não necessariamente da familia biológica, mas principalmente da familia escolhida - até porque, para mim, essa a verdadeira familia. <br/><br/> Os meus pais faziam ambos parte de familias grandes, pelos nossos padrões actuais pelo menos. O meu pai era o segundo de quatro irmãos e a minha mãe a quarta de cinco irmãos. Ainda me lembro, na minha infância mais remota de algumas reuniões em casa dos meus avós maternos, mas foram ocasiões raras, e nunca muito cordiais, ou talvez porque as relações mais recentes nesse ramo da familia não sejam muito cordiais nas últimas decadas, não são cordiais as memórias que lembro. <br/><br/> Mas a verdade é que talvez isso também de deva ao facto de eu sempre ter vivido muito mais perto da casa dos meus avós paternos, e por isso passei muito mais tempos com esse lado da familia. Mas lembro com saudades os poucos natais passados com todos os meus tios (paternos) e primos (filhos deles), com a minha irmã (o meu irmão juntou-se a nós seis anos depois da minha irmã). <br/><br/> Se me perguntarem não sei como a casa da minha avó (sim, da minha avó porque o meu avô morreu bastante mais cedo, e mesmo quando o meu avô era vivo era a minha avó que mandava em todos nós, em parte talvez porque o meu avô esteve emigrado, e foi a minha avó que durante alguns anos controlou toda aquela familia) se tornou no casarão que era. Foi crescendo aos poucos, e ao longo de gerações, acredito. Mas nos meus tempos de criança chegou a albergar permanentemente 3 familias (a minha, a de um dos meus tios e a da minha avó, que incluia ainda a minha tia - casas separadas, unidas apenas pelo interior de uma larga adega/arrecadação, que era o rés-do-chão de uma das casas). E, claro, nesta alturas a familia do meu outro tio também lá pernoitava por alguns dias. Hoje não me consigo lembrar nem perceber como lá dormia tanta gente. <br/><br/> Contando bem eramos oito adultos, quatro adolescentes (a minha tia, duas primas e um primo) e duas crianças (eu e a minha irmã). E era uma grande confusão, principalmente comigo e com a minha irmã, que os adolescentes já se comportavam um bocadinho. <br/><br/> Mas a verdade é que o pouco que recordo dessas festevidades, além das nossas tropelias - claro - é da boa disposição quase geral - a minha mãe nem sempre se integrou muito. O meu tio mais novo tinha uma boa disposição contagiante, um bom humor que nunca mais encontrei em ninguém. Tinha sempre uma boa história para contar, fosse algo completamente idiota que lhe tinha acontecido, fosse um pequeno detalhe do trabalho, fosse uma banal anedota que rapidamente transformava numa história completamente nova. <br/><br/> Lembro-me de longas conversas, que duravam horas, em que ninguém concordava mas todos discordava cordial e agradavelmente. <br/><br/> E lembro-me de longas sardinhadas em Agosto. <br/><br/> E tenho saudades da grande familia! Mas da grande familia animada, divertida e cordial. <br/><br/> E este ano o natal foi assim. A familia ainda não é tão grande, são só duas miudas e seis adultos, mas acho que podemos chegar a algum lado, algum dia. familianatal. RadioLab - Radio/Podcast http://themage.bliker.com/post/radiolab---radio_podcast.html Tue, 27 Oct 2009 08:56:12 GMT themage Seth Godin anúncia-o como o melhor podcast/programa radio de sempre. Não tendo a certeza acerca do melhor de sempre, não me resta dúvida de que passou a estar no meu gpogger, e que passou a ser um dos primeiro que vou ouvir sempre que for publicado um novo episódio. <a href='http://www.radiolab.org'>RadioLab</a>: <a href='http://sethgodin.typepad.com/seths_blog/2009/10/the-best-podcastradio-show-of-all-time.html'>Seth Godin</a> anúncia-o como o melhor podcast/programa radio de sempre. Não tendo a certeza acerca do melhor de sempre, não me resta dúvida de que passou a estar no meu gpogger, e que passou a ser um dos primeiro que vou ouvir sempre que for publicado um novo episódio. <br/><br/> Cada episódio apresenta um tema diferente, sempre com algo relacionado com ciência. São episódios de cerca de uma hora, que valem cada minuto. <br/><br/> <a href='http://www.radiolab.org'>Radio Lab, http://www.radiolab.org</a>, e o quem quizer subscrever pode usar o <a href='http://www.wnyc.org/shows/radiolab/rss?utm_source=rss&amp;utm_medium=hp&amp;utm_campaign=radiolab'>feed do podcast</a>. podcastsradioseth godin. Zona de Conforto http://themage.bliker.com/post/zona-de-conforto.html Tue, 20 Oct 2009 07:10:25 GMT themage Sue Ludwig assina hoje um post no blog de Christine Kane chamado "Your Soul Has No Use for your Comfort Zone", que me fez pensar o quanto me acho fora da minha zona de conforto, e o quanto parece que nunca de lá saí... Sue Ludwig assina hoje um post no blog de <a href='http://en.wikipedia.org/wiki/Christine_Kane'>Christine Kane</a> chamado <a href='http://christinekane.com/blog/your-soul-has-no-use-for-your-comfort-zone/'>Your Soul Has No Use for your Comfort Zone</a>, que me fez pensar o quanto me acho fora da minha zona de conforto, e o quanto parece que nunca de lá saí. <br/><br/> A minha posição actual coloca-me, na prática, a coordenar o trabalho de uma equipa de seis pessoa, em conjunto com o project manager da equipa, o <a href='http://pedrogustavotorres.com/'>Pedro Torres</a>. E eu não tenho grande paciência para equipas. Acho que nunca tive. E isso, em parte faz com que eu me sinta fora da minha zona de conforto. Esta é a terceira vez que me colocam a coordenar o trabalho de uma equipa, e desta vez não consegui fugir. <br/><br/> Mas, se por um lado o facto de estar a coordenar a equipa me faz sentir fora da minha zona de conforto, por outro há já tanto tempo que sou empurrado para esse tipo de posições que não foi de todo surpreendente. Neste caso particular ainda menos pois sou o único elemento da equipa realmente interno à empresa, assim como sou o elemento da equipa com mais experiência em desenvolvimento Web. <br/><br/> Mas, então, onde é que fica afinal a minha zona de conforto, e onde é que estou fora dela? O desenvolvimento Web é onde me considero em casa. É algo que faço há vários anos, algo que comecei a fazer no sapo, em 2000, e que tenho feito a maioria do tempo desde então. <br/><br/> A coordenação da equipa continua a deixar-me desconfortável, especialmente por achar que se for eu a fazer as coisas elas ficam mais bem feitas - acho que ainda não percebi que os meus dias são limitados - e por ter alguma dificuldade em explicar como quero que as coisas fiquem e porquê. Por um lado o meu background é completamente diverso do do resto da equipa, assim como a minha visão do Portal. <br/><br/> Mas este problema torna-se ainda mais evidente quando a relação deixa de ser com a minha equipa e passa a ser com as restantes equipas com que tenho que interagir. <br/><br/> Para colocar as coisas como elas são, eu adorava estar a trabalhar no meu escritório em casa 6 dias por semana, e no restante limitar-me a caminhar nas infindáveis florestas que rodeiam a casa onde cresci. <br/><br/> Meio no gozo eu costumo dizer que "O meu melhor amigo está sempre comigo", querendo dizer com isto que eu sou o meu melhor amigo. Mas a verdade é que sou. E isso é verdade principalmente, penso eu, porque consigo discordar de mim próprio agressivamente sem que nenhum de mim fique melindrado com isso. <br/><br/> Por um lado, percebo que um dos meus problemas é conseguir perceber como é que as outras pessoas chegam à opções que fazem, e irrita-me profundamente achar que preciso de saber mais do que na realidade sei para tomar algumas das decisões que esperam de mim, por outro lado gostava de conseguir ajudar as outras equipas sem com isso ficar completamente afundado em coisas que não deveriam cair no meu colo. E isso irrita-me. E é por isso que eu gostaria de trabalhar no meu escritório, sem grande contacto com ninguém. <br/><br/> Mas, enquanto o dia em que isso será finalmente possível não chega, lá irei continuar a tentar equilibrar o que consigo fazer com o que tem que ser feito e o que é demasiado importante para deixar de ser feito. E a tentar, em cada momento, fazer as melhores escolhas para o tempo que tenho disponível, com as informações que me dão. mau feitiopensativo. O Exchange é o maior http://themage.bliker.com/post/o-exchange-e-o-maior.html Tue, 15 Sep 2009 11:04:06 GMT themage Acabei de receber uma mensagem do servidor de email da empresa, um exchange. A mensagem foi tão profundamente esclarecedora que decidi partilhá-la convosco. Acabei de receber uma mensagem do servidor de email da empresa, um exchange. A mensagem foi tão profundamente esclarecedora que decidi partilhá-la convosco. <br/><br/> <code> <br/> <br/>#550 5.2.2 STOREDRV.Deliver: mailbox full. The following information should help identify the cause: <br/>"MapiExceptionShutoffQuotaExceeded:16.18969:79000000, 17.27161:00000000DC000000000000000F00000000000000, 255.23226:71040000, 255.27962:FE000000, 255.17082:DD040000, 0.26937:94000000, 4.21921:DD040000, 255.27962:FA000000, 255.1494:86000000, 255.26426:FE000000, 2.22787:00000000, 4.13032:0F010480, 4.7588:0F010480, 4.6564:0F010480, 4.4740:05000780, 4.6276:05000780, 4.23921:EC030000, 6.21970:0F01048040000C680F010480, 4.23921:EC030000, 6.21970:0F01048000806F670F010480, 4.24305:0F010480, 4.5721:DD040000, 4.6489:DD040000, 4.2199:DD040000, 4.17097:DD040000, 4.8620:DD040000, 255.1750:2F000000, 0.26849:00000000, 255.21817:DD040000, 0.26297:00000000, 4.16585:DD040000, 0.32441:10000000, 4.1706:DD040000, 0.24761:00000000, 4.20665:DD040000, 0.25785:9C000000, 4.29881:DD040000". ## <br/> <br/></code> <br/><br/> E então, é profundamente esclarecedora ou não? emailinformaticamensagem de erro. Sexo, Prazer e outras coisas http://themage.bliker.com/post/sexo_-prazer-e-outras-coisas.html Mon, 31 Aug 2009 22:38:36 GMT themage A tsetse escreveu hoje um post intitulado "Ter ou não ter prazer?", e este post é como que uma resposta para ela, e ao mesmo tempo uma pequena divagação da minha parte acerca do tema, e de outros temas que eu acho que lhe estão intimamente relacionados. A tsetse escreveu hoje um post intitulado <a href='http://internofeminino.blogs.sapo.pt/89531.html'>Ter ou não ter prazer?</a>, e este post é como que uma resposta para ela, e ao mesmo tempo uma pequena divagação da minha parte acerca do tema, e de outros temas que eu acho que lhe estão intimamente relacionados. <br/><br/> O post da Teresa (é esse no nome por detrás do nick, mas tenho a certeza que quem a lê já sabe isso) fala de um dos principais problemas da nossa sociedade, da sociedade ocidental de uma forma geral, e arriscaria mesmo dizer, da grande maioria das sociedades humanas neste planeta. É um problema complexo, e de solução díficil de encontrar. O ponto especifico da Teresa é o do prazer sexual das mulheres, se o devem buscar, se o devem demonstrar, se o devem pedir. Mas essa é na realidade apenas uma insignificante parte de um problema bem mais complexo, do qual a emanicipação das mulheres foi um passo pequeno, mas ainda assim imprescindível. <br/><br/> Vivemos durante demasiado tempo numa sociedade patriarcal, provavelmente - os meus conhecimentos de antropologia não são os suficientes para avaliar esta questão com a profundidade necessária, não sei se os de alguém são - porque ao longo dos milénios que aqui nos trouxeram a força foi sempre um elemento importante para a sobrevivência do grupo. Mas com a revolução industrial isso deixou de ser verdade para a grande maioria da nossa espécie, e estamos ainda a tentar ultrapassar as consequências desse desiquilibrio de poder que se criou. Hoje quase qualquer ser humano tem a força e a inteligência necessárias para sobreviver por si só, não fosse o caso dos desiquilibrios económicos que somos levados a criar na nossa vida. <br/><br/> Durante muito tempo, as melhores fêmeas eram escolhidas por quem escolhia primeiro, os machos mais fortes, os macho dominantes, aqueles que lideravam os grupos de caça, aqueles que conseguiam os melhores territórios agricolas, aqueles que conseguiam desempenhar a tarefa mais díficil. E cabia-lhes manter esse macho satisfeito para serem devidamente alimentadas. Eu certamente não consigo explicar porque motivo os pais se tornam orgulhosos das suas crias, mas a verdade é que isso acontece, e isso fez com que as mulheres percebessem que dar descendentes a um homem era normalmente uma forma de garantir a sua posição na casa de um homem. <br/><br/> Mas isso era no tempo em que a grande maioria das tarefas eram pesadas, árduas o suficiente para que a maioria das mulheres não as conseguissem executar com a mesma facilidade que os homens. Hoje, especialmente na sociedade ocidental, a grande maioria das tarefas podem perfeitamente ser executadas por homens e mulheres de igual forma. E hoje muitas mulheres, como a minha amiga Teresa, são perfeitamente independentes, capaz de sobreviver (ou mesmo viver bem) pelos seus próprios meios. E cada vez mais isso será uma realidade. <br/><br/> E, por isso, os velhos padrões sociais, em que a mulher se deve submeter ao marido fazem menos sentido. A nossa sociedade mostra cada vez mais sinais de mudanças, ainda que nem sempre positivos, e sempre menos do que aqueles de nós que gostariam de viver numa sociedade justa e equilibrada gostariam, mas ainda assim estamos a mudar. <br/><br/> Esta será talvez uma sociedade mais justa para as nossas filhas, as filha da minha geração e da da Teresa, que já não estarão dispostas a permitir muitas das coisas que as mulheres da nossa geração permitem, como dizerem-lhes que se devem guardar para o casamento - a resposta mais provável será "casaquê?". E elas têm razão. <br/><br/> O casamento como o conhecemos hoje é uma instituição de um tempo que não chegou a existir, imposto por pessoas que nunca casaram e que se anuncia como o culminar de relacionamento que não são de pessoas, mas para pessoas - e raramente para as pessoas que dizem assumí-lo de livre e expontânea vontade. Mas, independentemente disso, é este mesmo casamento, monogamico e heterossexual, a imagem com que a nossa sociedade nos acena e nos diz que é assim que todas as relações devem ser. Com um estéreotipo, incapaz de apresentar exemplo reais com uma frequência que seja sequer estatisticamente relevante. <br/><br/> E, como se isto não fosse suficiente, os mesmos senhores que inventaram esta imagem deturpada dos relacionamentos humanos continuam até hoje a anúnciar essa como a única forma de chegar ao céu, como a única forma viável de viver mas, não contentes apenas com isso, vêm rapidamente acrescentar que o sexo é impuro a menos que seja praticado dentro do casamento e para fins reprodutivos. E repetem esta sua lição durante tantas gerações que acabam por por conseguir convencer muitos. E, claro, astutamente ou por consequência da macabra psicologia humana acabam por levar a sua luta apenas às portas femininas, e por conseguir aliados nos homens que querem manter sobre controlo as suas próprias fêmeas, talvez por medo que os profetas da desgraças estivessem correctos, talvez porque o próprio ego os tenha feito sentir bem no controlo das suas casas e das suas fêmeas. <br/><br/> Mas a verdade é que esses tempos estão a passar, esperamos nós. Mas ao contrário das nossas filhas, as mulheres da nossa geração, Teresa, ainda vão ter que se levantar e dizer, com grande força de vontade, e muita coragem o que querem, e porque o querem, mas também o que não querem, e vão ter que ter a coragem de fugir das relações que não querem ou educar os parceiros que as respectivas mães e a sociedade de uma forma geral não sobe educar. Sim, sei que é muito o peso que cai em cima das mulheres da nossa geração, mas enquanto não houver uma geração completa de mulheres a quem seja ensinado que são em tudo independentes e equiparadas aos seus semelhantes masculinos, vamos continuar a ter uma sociedade em que as mulheres não sabem qual o papel que a sociedade espera que desempenha, mas acima de tudo, mulheres com vontade de pedir, de gritar, por aquilo que realmente desejam para si, da sociedade e dos seus parceiros. <br/><br/> E, enquanto isso não acontecer, mesmo para aqueles de entre nós que gostariam de construir convosco uma sociedade mais justa, mais equilibrada e mais humana para todos nós, é dificil fazê-lo se não nos dizem o que querem, o que gostam e o que não gostam e não querem. Por isso, se por nenhuma outra razão, dizerem o que querem e o que gostam pode ser a única opção aceitável. E sim, por favor, tem prazer na vida, procura-o, demonstra-o quando o encontrares, e ajudas aqueles/as cuja ajuda estiveres disposta a aceitar como te ajudar a chegar lá. <br/><br/> Mas que sei eu, afinal? mulheressociedadetsetse. As minhas Caixas http://themage.bliker.com/post/as-minhas-caixas.html Mon, 17 Aug 2009 00:26:51 GMT themage Eu já vos disse que tenho tendência a comparticionar as coisas? Por exemplo, no meu escritório tenho so livros em prateleiras diferentes consoante o tema ou o tipo - ou pelo menos tento ter. E quando escrevo online faço um bocado o mesmo. Eu já vos disse que tenho tendência a comparticionar as coisas? Por exemplo, no meu escritório tenho so livros em prateleiras diferentes consoante o tema ou o tipo - ou pelo menos tento ter. E quando escrevo online faço um bocado o mesmo. <br/><br/> Tento não misturar temas, para ser mais fácil para mim encontrar as coisas que escrevo ou, no caso dos livros, as coisas que li. Até para as páginas que encontro na internet que acho interessante tenho várias formas de as compartimentar. Na realidade tenho dois sites de links, neste momento a utilizarem o mesmo software, um software criado por mim sobre a <a href='http://mason-framework.net/'>Mason Framework</a> - não, neste momento não está disponível, ainda que possa vir a estar no futuro. <br/><br/> Os dois sites são o <a href='http://www.sites-favoritos.com'>Sites Favoritos</a> e o <a href='http://www.talking-web.org'>Talking Web</a>. No segundo guardo artigos que falem sobre internet, principalmente web, seja do ponto de vista de design, de desenvolvimento Web de negócio, marketing web e, enfim, tudo o que expresse opiniões sobre qualquer tema relacionado com Web. No primeiro guardo tudo o resto que me interessa. E isso inclui, muitas vezes, links para ferramentas, listas de ferramentas ou de templates relacionados com web. <br/><br/> Mas isso nem é grande coisa se comparado com a lista de blogs que tenho, e dos vários que gostaria de criar. Vejamos: <br/><br/> <ul> <li> <a href='http://www.webaserio.com'><b>Web a Sério</b></a> - O web a sério é um blog relacionado com Web. Durante algum tempo escrevi bastante neste blog, mas nos últimos tempos tenho escrito menos. Não apenas neste, mas em quase todos os meus blogs. Por um lado porque não tenho tido a inspiração que tinha noutros tempos, por outro lado - talvez o mais importante - porque não tenho dedicado aos blogs o tempo que noutros tempos lhes dedicava.</li> <li> <a href='http://anarcodemocracia.org'><b>AnarcoDemocracia</b></a> - o AnarcoDemocracia é o meu projecto mais recente, e nem ele tem recebido a atenção que deveria. A verdade é que tenho vários posts começados para lá publicar, mas falta terminá-los e revê-los. Trata-se de um blog sobre politica, sociedade e sobre como a tecnologia poderia ser utilizada para melhorar a vida da sociedade e de cada um de nós.</li> <li> <a href='http://themage-eng.bliker.com'><b>theMage - English</b></a> - Trata-se da versão inglesa deste meu blog, é um blog mais pessoal, onde o tema não é limitado. Mas no caso da versão inglesa são essencialmente comentários de coisas de relevância internacional ou coisas mais técnicas, principalmente relacionadas com desenvolvimento em Perl (sim, ainda tem muito poucos posts, mas vai ter mais ao longo do tempo).</li> </ul> <br/><br/> Neste momento esses três e este blog são os locais onde escrevo conteúdos originais. Tenho planos para outros temas, mas de momento é nestes quatro blogs que cada uma das palavras é fruto das minhas <a href='http://en.wikipedia.org/wiki/Chemical_synapse'>sinápses</a>. <br/><br/> A juntar a esses tenho vários blogs, compostos essencialmente de conteúdos encontrados um pouco por todo o lado, desde a internet e livros e revistas, alguns deles frutos de anos de recolhas. <br/><br/> Mas, porque falo destas minha caixas? Porque ao fim de algum tempo a criar caixas, elas começam a ser tantas que se torna díficil escolher a quais dedicar mais tempo, especialmente quando além dos blogs, e dos sites de links existe um desejo imenso de saber cada vez mais. Como conjugamos o desejo de saber com o desejo de tornar esse saber útil? <br/><br/> E além das caixas, hoje tenho também vários projectos open source - que podem encontrar no <a href='http://magick-source.net'>Magick Source</a>, uns de pequena dimensão, e que não me ocupam tempo nenhum, outros já de uma dimensão razoável, nomeadamente, a <i>Mason Framework</i> (uma framework para web, desenvolvida em Perl/HTML::MAson), o <i>Mabliki</i> (O gestor de blogs que utilizo para gerir este blog, bem como a nova versão, utilizada no <a href='http://www.webaserio.com'>Web a Sério</a>, e agora adicionei a estes a <i>AvidMQ</i> (um sistema de Message Queue, escrito em Perl, que está nos seus primeiros passos, com menos de 1000 linhas de código). O código destes (e uns quantos outros) projectos pode ser encontrado online em <a href='http://git.magick-source.net'>http://git.magick-source.net</a>. <br/><br/> Estes projectos, principalmente estes maiores, estão intimamente relacionados. A <i>Mason Framework</i> foi criada como uma base consistente das funcionalidade que eu achava necessárias a todas as minhas ferramentas web, e é na sua maioria a reimplementação de código que já utilizava em várias ferramentas antes de forma mais consistente e multi-aplicacional. O <i>Mabliki</i>, mais especificamente a <a href='http://git.magick-source.net/mfwork/apps/mabliki'>nova versão do mabliki</a> é a evolução de um CMS que comecei em 2000, numa altura em que eram ainda poucos os CMS disponíveis. E a <i>AvidMQ</i> pretende dar-me inúmeras possibilidades que seria mais díficil implementar de outra forma, como a distribuição de conteúdo ou o agendamento de tarefas (a nova versão do Mabliki já me permite agendar a publicação de conteúdo, mas isso significa que não posso pingar os vários agregadores que permitem pings - e não quero fazê-lo no primeiro pageview que mostra o conteúdo). <br/><br/> Não vos deixo, portanto, as caixas onde tenho andado a colecionar conteúdo, mas dessas falar-vos-ei noutra altura, que hoje já passa da minha hora de deitar, até porque entretanto estive a ler sobre <a href='http://www.examiner.com/x-17712-Cleveland-Open-Relationships-Examiner~y2009m7d30-Quantum-Sex'>Sexo Quantico</a> e fez tarde. <br/><br/> Até amanhã... quando quer que isso seja. blogspensativosites. de Segway na Serra de Sintra http://themage.bliker.com/post/de-segway-na-serra-de-sintra.html Mon, 27 Jul 2009 08:39:07 GMT themage No sábado à tarde decidi levar a maria para uma aventura... andar de SegWay na serra de Sintra. No sábado à tarde decidi levar a <a href='http://catarina.bliker.com'>maria</a> para uma aventura... andar de SegWay na serra de Sintra. <br/><br/> <a href='http://www.silencetour.pt'><img src='/images/themage/eventos/silencetour.jpg' class='textimg' alt='/images/themage/eventos/silencetour.jpg'/></a> A organização dos passeios é da <a href='http://www.silencetour.pt'>Silence Tour</a>, que organiza vários outros passeios, como poderão perceber no sites deles. <br/><br/> No nosso caso fomos fazer o tour da Peninha, com ínicio junto da antiga ermida de São Saturnino (Peninha, Sintra), tudo começa com uma pequena apresentação da operação das segways - a maioria dos turistas (os que fazem a tour) nunca andou antes de Segway, o que era o caso da Catarina, e quase o meu - e algum tempo de treino no parque de estacionamento em cima das <a href='http://www.segway.com/individual/models/x2.php'>SegWays X2</a>. <br/><br/> E depois partimos para o tour. Da Peninha à Floresta Encantada e de volta à Peninha. <br/><br/> Eramos quatro (dois casais) e o guia e pelo caminha foram muitas as quedas, umas mais aparatosas do que outras, e no final apenas eu e o Vasco (o Guia) não nos tinhamos espalhado pelo chão. Com cuidado é fácil não cair, mas pequenas desatenções podem ser o suficiente, especialmente nas partes do percurso que são mais acidentadas. <br/><br/> Por sugestão do Vasco deixei a máquina fotográfica no carro, mas não tinha percorrido uma parte significativa do percurso até ter ficado com pena, pois a paisagem é extraordinária, e tenho a certeza que teria feito alguma fotografias fantásticas. <br/><br/> As pouco mais de duas horas custam 50 euros por pessoa, mas são dos 50 euros mais bem gastos que encontrei na Grande Lisboa. Vão ao site da <a href='http://www.silencetour.pt'>SilenceTour</a> para mais informações. Só para perceberem o quanto apreciei o percurso, pretendo em breve fazer o percurso da Barragem. segwaysintraturismo. Call Centers - essa coisa http://themage.bliker.com/post/call-centers---essa-coisa.html Thu, 16 Jul 2009 09:22:50 GMT themage Ontem liguei para dois call centers de dois operadores de telecomunicações diferentes (sou cliente de ambos). Conseguiram os dois proporcionar-me experiências únicas. Ontem liguei para dois call centers de dois operadores de telecomunicações diferentes (sou cliente de ambos). Conseguiram os dois proporcionar-me experiências únicas. Desta vez não vou falar de marcas. <br/><br/> No primeiro caso liguei porque queria saber se já estava coberto pelo acesso à internet a 100 Mbps desse operador. Comecei por dizer dizer que tarifário é que tinha (sou cliente desse operador), qual o tarifário que pretendia e por explicar quais as minhas questões acerca do serviço que pretendo contratar. Tudo foi <i>correctamente</i> respondido, e quando me preparava para me dar por satisfeito e desligar: <br/><br/> <blockquote> Eu: - Disse-me, portanto, que não tenho qualquer custo em mudar do meu actual tarifário empresarial <i>tarifário que tenho</i> para o tarifário de fibra 100Mb, certo? <br/><br/> - Tarifário empresarial? <br/><br/> - Sim, vocês apenas têm o tarifário <i>tarifário que tenho</i> no serviço empresarial, certo? E eu comecei por lhe dizer qual o meu actual tarifário, certo? <br/><br/> - Pode aguardar um momento em linha, por favor? <br/><br/> - Com certeza. <br/><br/> Fico em espera durante uns minutos, após o que: <br/><br/> - Sr. Marco, muito obrigado por ter aguardado. Vamos fazer uma pré-adesão ao serviço de fibra 100 MB... <br/><br/> - Desculpe - interrompi - mas não. <br/><br/> - Desculpe? <br/><br/> - Não vamos fazer qualquer pré-adesão. Eu apenas quero saber que custo tenho em mudar de tarifário, e se tenho cobertura. E vou verificar as mesmas questões com os restantes operadores que têm um serviço idêntico. E depois, eventualmente, irei aderir a um serviço, que pode ou não ser o vosso. <br/><br/> - <b>Mas eu estou a falar chinês ou grego?</b> - Para que não haja dúvidas, a questão foi colocada pelo operador que me atendeu, não por mim. <br/><br/> - Bem, eu perguntei-lhe se tinha ou não um custo eu mudar do tarifário empresarial que tenho para o serviço de 100Mb, e você responde-me que vamos fazer uma pré-adesão. <br/><br/> - Peço desculpa, a pré-adesão não o obriga a aderir posteriormente ao serviço, é apenas um registo para o contactarem quando o serviço estiver disponível na sua zona. E nessa altura irão esclarecê-lo acerca dos custos da mudança de tarifário. Peço desculpa se não me expliquei correctamente. <br/><br/> - Pois, se calhar estava a falar chinês ou grego ou qualquer coisa do género. Obrigado pelo seu tempo. Eventualmente voltarei a ligar. </blockquote> <br/><br/> Se o fizer, obviamente, espero não ser atendido por um operador que fale chinês ou grego. Português ou inglês são aceitáveis, chinês ou grego não. <br/><br/> No segundo caso liguei para o número que aparece na àrea de cliente do produto que tenho com esse operado, o IVR que me atende inicialmente tem 4 opções, onde escolhi a que diz "Apoio Técnico" (ainda que não tenha prestado muita atenção ao texto completo da opção, mas pareceu-me a mais adequada ao meu problema). Depois de uns minutos de espera sou atendido por um operado que, depois de lhe dizer o que pretendia, me diz com muito maus modos: <br/><br/> <blockquote> - Tem que ligar para a linha de apoio residêncial. <br/><br/> - Pode dar-me então o número para onde devo ligar, por favor? <br/><br/> - O número é o mesmo para onde ligou, mas tem que escolher a opção certa no IVR. <br/><br/> - Ok. Muito obrigado. </blockquote> <br/><br/> Desliguei, obviamente, e voltei a ligar para o mesmo número, desta vez prestando mais atenção aos textos. O texto da opção dois diz simplesmente <b>2 para Apoio Técnico</b>. Fui, obviamente, parar ao mesmo serviço, onde depois de eu dizer que a opção que selecionei diz apenas <b>Apoio Técnico</b> acabaram por passar a minha chamada para o <b>Apoio Técnico Residêncial</b>. <br/><br/> A minha questão foi esclarecida, e esclarecido foi o facto de o número para onde liguei ser destinado ao serviço de apoio a clientes, e que é o IVR que está mal configurado, a reencaminhar as chamadas para o sitio errado. Cool. E eu é que tenho que limpar os ouvidos. <br/><br/> Quanto mais lido com serviços de apoio a cliente mais gosto de fazer tudo via web. Venham, quanto antes, os Interface de adminitração com todo e mais alguma coisa. <br/><br/> apoio a clientecriticotelcos. Kanguru Recarregável Light http://themage.bliker.com/post/kanguru-recarregavel-light.html Sun, 05 Jul 2009 01:14:46 GMT themage Hoje comprei um Kanguru. Há já algum tempo que eu reclama que os tarifários de banda larga móvel não faziam sentido, e agora que surgiu o Livre+, e os seus concorrentes, achei que o tarifário já é razoável. Surpreendente-me, metê-lo a funcionar em Linux não foi uma aventura! Hoje comprei um Kanguru. Há já algum tempo que eu reclama que os tarifários de banda larga móvel não faziam sentido, e agora que surgiu o Livre+, e os seus concorrentes, achei que o tarifário já é razoável. <br/><br/> A verdade é que normalmente eu não preciso de banda larga móvel. Apenas dá jeito quando vou a algum lado, e preciso de aceder à internet. <br/><br/> Eu tenho um eeepc 701, que anda quase sempre comigo, e com o Kanguru livre junto dele passo a dispor de um sistema que me permite aceder à internet em qualquer lado, com um PC (quase) a sério, e á não fico limitado à utilização do browser do telemóvel. <br/><br/> O tarifário Livre+ do Kanguru permite navegar durante 10 horas por cada carregamento de 10 euros, que são divididos em blocos de 5 minutos, e que podem ser gasto durante um periodo de 180 dias (seis meses). <br/><br/> <img src='http://www.optimus.pt/Particulares/Kanguru/OfertaKanguru/imagedownload.aspx?schema=540eaa76-f389-47f8-bfc5-22bfedb1e9e6&amp;channel=93428539-C3C4-48FE-AED5-4C666261D9BD&amp;content_id=BC544B3F-76FA-46A8-9568-617EA1F665EA&amp;field=ImagemPrincipal&amp;lang=pt&amp;ver=1&amp;filetype=jpg' class='textimg' alt='http://www.optimus.pt/Particulares/Kanguru/OfertaKanguru/imagedownload.aspx?schema=540eaa76-f389-47f8-bfc5-22bfedb1e9e6&amp;channel=93428539-C3C4-48FE-AED5-4C666261D9BD&amp;content_id=BC544B3F-76FA-46A8-9568-617EA1F665EA&amp;field=ImagemPrincipal&amp;lang=pt&amp;ver=1&amp;filetype=jpg'/> Eu, como de costumo sempre que compro computadores ou coisas para utilizar no computador, tinha uma dúvida... se o modem iria funcionar em Linux sem problemas, ou se teria uma dor de cabeça de todo o tamanho para o meter a funcionar e acabar por fazer como o burro (desistir). Cheguei a casa, liguei o modem (é um Huawei E169) à porta USB, o led começou a piscar, e foi detectado pelo kernel do meu Debian (Sid, up-to-date, com o kernel 2.6.29-2-686). <br/><br/> Depois disso bastou instalar e configurar o <b>wvdial</b>: <br/><br/> <code> <br/>apt-get install wvdial <br/></code> <br/><br/> e depois editar o ficheiro <b>/etc/wvdial.conf</b> para ficar assim: <br/><br/> <code> <br/>[Dialer Defaults] <br/>Modem Type = USB Modem <br/>New PPPD = yes <br/>Modem = /dev/ttyUSB0 <br/>ISDN = 0 <br/>Phone = *99# <br/>Authentication = CHAP <br/>Stupid Mode = 1 <br/>Password = ppp <br/>Username = ppp <br/> <br/>[Dialer pin] <br/>Init1 = AT+CPIN="xxxx" <br/>; replace xxxx with your pin <br/> <br/>[Dialer hsdpa] <br/>Modem = /dev/ttyUSB0 <br/>Baud = 460800 <br/>Init2 = ATZ <br/>Init3 = ATQ0 V1 E1 S0=0 &amp;C1 &amp;D2 +FCLASS=0 <br/>ISDN = 0 <br/></code> <br/><br/> Para fazer a ligação, basta correr o comando: <br/><br/> <code> <br/>wvdial <br/></code> <br/><br/> Isto pode ser feito como <i>root</i> ou com um utilizador que faça parte do grupo <i>dip</i> (no cado do debian, claro). <br/><br/> Isto, claro, é muito mais complicado porque eu insisto em usar debian... gosto de saber como é que as coisas acontecem por tráz dos interfaces bonitinhos... Provavelmente em Ubuntu, ou noutras distribuições mais userfrieldy, isto seria muito mais simples (ou mais complicado, claro). <br/><br/> Estabelecida a ligação à internet, a primeira tentativa de aceder a um qualquer site leva-nos para a página de activação do kanguru, com um pequeno formulário para preencher, que activa logo o serviço. O serviço fica, no entanto, activo com o tarifário Livre Basic, o que significa que é preciso ligar para o 800932020 (como indicado na <a href='http://www.optimus.pt/Particulares/Kanguru/OfertaKanguru/PrePago/DetalheTarifario/recarlight'>página do produto</a> para alterar o tarifário para o Recarregável Light. <br/><br/> É bom saber que a Optimus anda a prestar atenção e que ao contrário do que o <a href='http://livro-de-reclamacoes-publico.blogspot.com/2008/02/internet-em-30-segundos-o-tanas.html'>José Castro</a> dizia há mais de um ano já não é verdade. Não sei como é em windows, mas instalar o kanguru em Linux, não tendo sido os 30 segundos que a Optimus anúnciava, foi bastante rápido e indolor. <br/><br/> De momento, nota 4. Se quizerem os 5 pontos têm que retirar o limite de 1 Mbps. Eu quero internet a sério, afinal de contas quanto mais depressa sacar o meu email menos tempo estarei online, e se paga ao minuto, quanto menos tempo melhor. how tokangurulinuxoptimus. Sr. Engenheiro http://themage.bliker.com/post/sr_-engenheiro.html Mon, 08 Jun 2009 08:31:30 GMT themage A musica Sem eira nem beira dos Xutos & Pontapés já passou na rádio. Duas vezes, ambas na Antena 3. A musica <em>Sem eira nem beira</em> (mais conhecida por <em>Sr. Engenheiro</em>) dos Xutos e Pontapés apenas passou 1 vez na rádio, na Antena 3. <br><br> Esta informação é do <a href="http://clix.expresso.pt/musica-anti-socrates-dos-xutos-varrida-da-radio=f517786">Expresso</a>. <br><br> Aparentemente as rádios estão com medo de serem associadas a uma qualquer posição politica. <br><br> Mas se as rádio não querem passar a música, aqui fica o video: <br><br> <object width="480" height="295"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/LKLjg1Lb03Y&hl=en&fs=1&"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/LKLjg1Lb03Y&hl=en&fs=1&" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="295"></embed></object> <br><br> Façam como eu, mostrem que gostam da músico partilhando-a nos vossos blogs. <br><br> E, claro, para quem ainda usa o Last.fm, a música está lá, claro. Ouçam lá <a href="http://www.last.fm/music/Xutos%2B%2526%2BPontap%25C3%25A9s/_/Sem+Eira+nem+Beira">Xutos & Pontapés - Sem eira nem Beira</a>. musicaxutos e pontápes. Quinta do Bill - O sentido dos sinais http://themage.bliker.com/post/quinta-do-bill---o-sentido-dos-sinais.html Mon, 27 Apr 2009 15:41:08 GMT themage Letra da musica O sentido dos sinais, dos Quinta do Bill. Deixo-vos a letra da musica O sentido dos sinais, dos Quinta do Bill, que o <a href='http://last.fm'>last.fm</a> me deu hoje para ouvir. <br/><br/> <pre><br/> Vão&nbsp;chegando&nbsp;os&nbsp;dias de&nbsp;nos&nbsp;pormos&nbsp;a&nbsp;andar rumo&nbsp;às&nbsp;utopias onde&nbsp;quisermos&nbsp;chegar <br/> tomam&nbsp;os&nbsp;passos caminhos&nbsp;diversos nem&nbsp;sempre&nbsp;benditos, nem&nbsp;sempre&nbsp;perversos <br/> escolho&nbsp;ao&nbsp;acaso o&nbsp;caminho&nbsp;a&nbsp;seguir, não&nbsp;corro&nbsp;por&nbsp;nada não&nbsp;sou&nbsp;de&nbsp;fugir <br/> e&nbsp;o&nbsp;tempo que&nbsp;inventa e&nbsp;desfaz promessas,&nbsp;enredos, rituais, oculta, o&nbsp;sentido&nbsp;dos&nbsp;sinais. <br/> voam&nbsp;aves&nbsp;no&nbsp;ar do&nbsp;amanhecer, é&nbsp;a&nbsp;hora&nbsp;de&nbsp;tudo acontecer, cantam-se&nbsp;as&nbsp;melodias de&nbsp;viajar nas&nbsp;veredas&nbsp;da&nbsp;vida por&nbsp;desbravar. </pre> letramusicaquinta do bill.